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terça-feira, 21 de março de 2017

Fabiana Karla dá adeus ao Zorra e emagrece para fazer sua primeira protagonista no cinema

Fabiana fez aulas de culinária para estrelar a comédia Foto: Roberto Moreyra
Foram 12 anos de riso solto no “Zorra”. PhD em humor, Fabiana Karla está mais do que preparada para levar sua graça para outras praças, como o cinema. Após inúmeras participações na telona, ela ganhou um filme para chamar de seu. Na comédia “Uma pitada de sorte”, de Pedro Antonio (“Tô ryca”, “220 volts”, “Ferdinando Show”), Pérola, sua primeira protagonista na sétima arte, é uma animadora de festa infantil que sonha se tornar uma chef renomada. Parecidas? E como... Intérprete e personagem, cada uma ao seu estilo de se “virar nos 30”, estão sempre em busca de um lugar ao sol. E, para se ter uma ideia do vasto currículo dessa pernambucana arretada, Fabiana já foi corretora, auxiliar de dentista, vendedora de loja...

— Também já me fantasiei muito nessa vida! Já fui galinha, gata... Só na noite do terror do Playcenter (parque) eu fui múmia, bruxa, a mulher do “Exorcista” (filme), tudo o que você imaginar (risos). Peguei muito ônibus. Meu pai só faltava morrer, ele era fiscal da Fazenda em Recife e não curtia muito essa loucura de teatro. Já ralei muito, me vesti embaixo de caminhão para fazer peça em Olinda. Sempre fui batalhadora como Pérola. Nunca fiquei esperando nada. Se não me derem o que eu quero, meto o pé no mundo e vou atrás — avisa a multifacetada artista.

O ciclo no programa de humor da Globo chegou ao fim, sem chororô. A separação, segundo ela, foi amigável:

— A importância do “Zorra” é tremenda na minha carreira. Aprendi muita coisa com os colegas, mas chega uma hora em que a gente encerra ciclos para iniciar outros.

Os novos voos a que Fabiana se refere têm pousos certos na literatura, no telão e na moda. Por enquanto...

— O livro das “Gordelícias” será lançado no primeiro semestre, com Cacau Protásio, Mariana Xavier e Simone Gutierrez; o outro, “Mães com açúcar”, é de receitas e dedicado às avós. Tem este filme “Uma pitada de sorte” para o fim do ano, e o longa “Lucicreide vai a Marte”, no qual sou produtora executiva e protagonista, que ainda vou filmar. Também vou para o Japão levar meu primeiro livro, “O rapto do galo”, e a ideia é expandir a minha marca de roupas pela Hiroshima, no segmento de moda plus size — enumera.

Mas vamos por “fatias”. Voltando à comédia “Uma pitada de sorte”, a Canal Extra foi até o estúdio Boas Novas, em Curicica, acompanhar os últimos dias de filmagens, e por lá encontrou uma Fabiana compenetrada. Afinal, esse negócio de fazer rir é sério:

— É ótimo saber que eu galguei cada degrau. Vai ser um divisor de águas na minha carreira. Enquanto todos os meus colegas já faziam seus filmes, deixei esse projeto curtindo, como um bom tempero, para fazer na hora certa. É um filme despretensioso, para saborear.

Na história, Pérola dá uma guinada na vida quando é aprovada num teste para ser auxiliar de um famoso chef num programa de TV. Sabe o Batista, braço direito de Claude Troisgros no “Que Marravilha”, do GNT? Então, é mais ou menos por aí.

Para dar vida a essa brasileira, que não desiste nunca, Fabiana colocou, literalmente, as mãos na massa e fez um intensivo de culinária, de duas semanas, com o chef uruguaio Esteban Rovira:

— Meu marido é uruguaio também, então foi uma troca de informações legal lá em casa. Esteban me ensinou coisas valiosas, como a finalização dos pratos. Eu era curiosa com a questão estética. Quando a gente vê como isso é tratado profissionalmente, respeita tanto que nunca mais entra num restaurante e pede para mudar uma comida.

Fabiana também aposta nessa miscelânia de graça, romance e comida:

— O público vai se identificar com essa comédia. Tomara que degustem como um bom prato!

Fonte: EXTRA

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