Seguidores

quarta-feira, 6 de julho de 2016

“A Terra Prometida” estreia com produção superior a “Os Dez Mandamentos”


Não há como negar: “A Terra Prometida” é um upgrade de “Os Dez Mandamentos”. O novo folhetim bíblico foi a estreia dessa terça-feira (05/07) na TV Record. Tudo é melhor: o texto, o elenco, a produção, a direção, os cenários e figurinos. O expertise adquirido pela Record – não só com “Os Dez Mandamentos”, mas também com as minisséries anteriores – é incontestável. A emissora investe bem nesse filão que já tem o seu público cativo. Todos saem ganhando: o público, os profissionais e a concorrência.

A referência a “Game of Thrones” é proposital. Assim como é proposital vislumbrar os subprodutos que podem vir com a novela. A Record já faz “A Terra Prometida” pensando em sua versão para os cinemas, a exemplo de “Os Dez Mandamentos”. O texto é de Renato Modesto, um novo autor. A direção geral ainda é de Alexandre Avancini, o mesmo da produção anterior. Agora a Record vem com a parceria da Casablanca, a mesma produtora que apresenta atualmente “Escrava Mãe”, às 19h30.

O elenco traz vários atores conhecidos, da própria Record ou da Globo: além de Sidney Sampaio (ótimo como o protagonista Josué), apareceram nessa estreia Beth Goulart, Felipe Folgosi, Paloma Bernardi, Raphael Viana, Milhem Cortaz, Igor Rickly, Juliana Silveira, Kadu Moliterno, Cristiana Oliveira, Marcos Winter, Nívea Stellman, Thaís Melchior, Marisol Ribeiro, Paulo César Grande, Guilherme Leme, Myrian Freeland, Ernani Moraes, Valéria Alencar, Elizângela, Castrinho, Walter Breda, e outros.

Um detalhe ousado que distancia ainda mais “A Terra Prometida'' de “Os Dez Mandamentos” (apesar de uma história ser continuação da outra): a novela já começa introduzindo o seu ápice, a queda das muralhas de Jericó. “Os Dez Mandamentos” cozinhou por meses a sua história até que aparecessem as primeiras pragas do Egito. Numa cronologia ousada, o primeiro capítulo de “A Terra Prometida” mostrou o que está por vir para em seguida retroceder a história para seu começo. Não é original, outras novelas já o fizeram. Mas é uma forma de assegurar ao público fortes emoções.

Esperamos que “A Terra Prometida” atinja a mesma repercussão de “Os Dez Mandamentos”. E que a qualidade técnica e artística de sua produção se distancie ainda mais da novela anterior – o que pode ser traduzido com uma trama mais ágil, sem enrolações, interpretações melhores, uma direção mais criativa, texto menos didático e evangelizador, e caracterizações sem talco no cabelo para envelhecer atores jovens (que marcou o triste fim da saga de Moisés).

Fonte: UOL

Nenhum comentário:

Postar um comentário